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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Manifestantes ocupam calçadas de lados opostos da Avenida 13 de Maio. Polícia chegou a disparar três tiros para evitar aproximação dos grupos.

Manifestantes contra e pró-Bolsanaro realizaram manifestações nesta sexta-feira (13) na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC) e tomam parte da Avenida 13 de Maio, em Fortaleza.
Após intervenção da polícia, os dois grupos, cada um com cerca de 100 manifestantes, se dividiram e trocam xingamentos e palavras de ordem. Após tentativa de reaproximação dos lados opostos, a polícia chegou a disparar três tiros para evitar a aproximação dos manifestantes.

Um grupo que defende o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) havia realizado no início da tarde desta sexta um ato em solidariedade a um aluno da Casa de Cultura da UFC que havia sido hostilizado por comparecer à aula com uma blusa com a imagem do deputado.
Em nota, a universidade diz que "o fato está sendo devidamente apurado pela UFC, um espaço plural e democrático que respeita a diversidade de ideias e opiniões e que incentiva a convivência respeitosa entre todos os integrantes".

Um segundo grupo, que considera o deputado misógino e homofóbico, grita palavras de ordem contra Jair Bolsonaro e os estudantes que defendem o parlamentar. "A UFC dividida é só um reflexo de como está o nosso país. Não dá para admitir que pessoas que apoiam o facismo e a ditadura disseminando esse ódio gratuito na faculdade. Depois desse movimento a população vai ver o que está acontecendo", opina a estudante Karla Luena Correia, de 23 anos.

Quatro veículos da Polícia Militar e vários policiais dividem os dois grupos para evitar aproximação entre eles. A polícia afirma que os manifestantes "apresentam ânimos acirrados", mas os atos ocorrem sem conflitos.
Trânsito
O trânsito no trecho da Avenida 13 de Maio em frente à Reitoria chegou a ser bloqueado, mas flui lentamente após separação dos grupos opostos. A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) recomenda que os motoristas evitem a via, que sofre intervenções devido às missas na Igreja de Fátima.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Em greve, professores estaduais fazem protesto no Palácio da Abolição

Professores estaduais, oficialmente em greve desde segunda feira,25,fazem manifestação na manhã desta quinta-feira, 28, em frente aoPalácio da Abolição, em Fortaleza. A concentração teve início às 9 horas e o protesto deve se estender até o meio-dia. A categoria reivindica, principalmente, reajuste salarial de 12,67%.

O presidente do Sindicato da Associação dos Professores dos Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), Anísio Melo, reafirma que a data-base da categoria, em 1º de janeiro, não foi respeitada. Ele diz que as negociações com o Governo não avançam e, por isso, a greve continua por tempo indeterminado. 

"Nós queremos entregar, durante o ato desta manhã, um documento reafirmando nossas proposições. O Governo está atropelando nossas reivindicações. Além disso, queremos a regularização do repasse da manutenção das escolas", afirma Anízio. O aumento, conforme o sindicato Apeoc, é referente a 10,67% de reposição da inflação de 2015 e 2% de ganho real. 

A última greve dos professores ocorreu em 2011 e durou 63 dias. A rede estadual possui 705 escolas do Ensino Médio, com 445 mil alunos e 13.863 professores efetivos nas unidades escolares.

A Secretaria da Educação (Seduc) defende que “vem honrando todos os compromissos assumidos com todas as categorias, sobretudo com os professores”. "Há recursos específicos para a valorização da remuneração dos profissionais do magistério. Uma posição a respeito está prevista para divulgação no dia 06/06/2016", disse, em nota. 

Além disso, a Seduc informou que o Governo apresentou propostas e informações à categoria sobre cada um dos itens reivindicados e "as negociações irão continuar". 

Na próxima quarta-feira, 4, os professores farão uma nova Assembleia Geral da categoria para discutir os primeiros dias de greve.